A velhinha está deitada na cama, de camisola, quando o marido dela se deita, a uma distância de quase um metro. Ela protesta: — Quando éramos jovens você costumava se deitar bem pertinho de mim na cama. . . Ele fiса um instante imóvel e, depois de alguns segundos, chega mais perto da esposa, que continua: — Quando nós éramos jovens, você ficava abraçadinho comigo e segurava a minha mão! O marido parece não acreditar na crise existencial da esposa, mas pega na mão dela e a abraça, como nos velhos tempos. E ela ainda não se dá por satisfeita. — Quando éramos jovens, você costumava dar mordidinhas na minha orelha. Ele dá um longo suspiro, joga a coberta de lado e sai da cama. Visivelmente ofendida, ela diz: — Aonde você vai, Jacinto? — Ué! — responde o velho. — Vou buscar minha dentadura!
A velhinha está deitada na cama, de camisola, quando o marido dela se deita, a uma distância de quase um metro.
Ela protesta:
— Quando éramos jovens você costumava se deitar bem pertinho de mim na cama. . .
Ele fiса um instante imóvel e, depois de alguns segundos, chega mais perto da esposa, que continua:
— Quando nós éramos jovens, você ficava abraçadinho comigo e segurava a minha mão!
O marido parece não acreditar na crise existencial da esposa, mas pega na mão dela e a abraça, como nos velhos tempos. E ela ainda não se dá por satisfeita.
— Quando éramos jovens, você costumava dar mordidinhas na minha orelha.
Ele dá um longo suspiro, joga a coberta de lado e sai da cama.
Visivelmente ofendida, ela diz:
— Aonde você vai, Jacinto?
— Ué! — responde o velho. — Vou buscar minha dentadura!