Certa feita, um gaúcho em viagem pelo interior do rio grande do sul entrou num bolicho de beira de estrada, pediu um trago e virou rapidinho, sem oferecer nada para o santo. O povo que estava de prosa numa mesa lá no canto parou gelado. Um deles se chegou pro forasteiro e falou: — Escuta, tchê... Tu não sabes que aqui, neste bolicho, se não convidares o santo para um traguinho, podes se dar muito mal? O forasteiro cuspiu pro lado, soltou um arroto e falou: — Bá! Aqui pro santo ó!- e o índio botou o braço em forma de ¨v¨, mandando uma banana pro ar. Na mesma hоrа, o braço dele ficou que nem um раu. Foi aquele alvoroço no bolicho. Gauderiada se atirandono chão, todo mundo rezando, de joelhos. Alguns minutos de reza e, aos poucos, o braço do forasteiro foi amolecendo. Um velhote que estava quieto, ali num canto, se chegou ao balcão e pediu um trago. Mal pegou o copo, virou num trago só. Alguém que viu aquilo gritou: — Mas como, oigalê? Tu não acabaste de ver o que sucedeu ao forasteiro? O velho olhou para cima, torceu a boca, fez uma cara de escárnio, baixou a bombacha e, segurando o dito cujo, gritou: — Aqui pro santo ó! E virando para a plateia boquiaberta, falou: — E o primeiro que rezar, meto a adaga!
Certa feita, um gaúcho em viagem pelo interior do rio grande do sul entrou num bolicho de beira de estrada, pediu um trago e virou rapidinho, sem oferecer nada para o santo. O povo que estava de prosa numa mesa lá no canto parou gelado. Um deles se chegou pro forasteiro e falou:
— Escuta, tchê... Tu não sabes que aqui, neste bolicho, se não convidares o santo para um traguinho, podes se dar muito mal?
O forasteiro cuspiu pro lado, soltou um arroto e falou:
— Bá! Aqui pro santo ó!- e o índio botou o braço em forma de ¨v¨, mandando uma banana pro ar.
Na mesma hоrа, o braço dele ficou que nem um раu. Foi aquele alvoroço no bolicho. Gauderiada se atirandono chão, todo mundo rezando, de joelhos. Alguns minutos de reza e, aos poucos, o braço do forasteiro foi amolecendo.
Um velhote que estava quieto, ali num canto, se chegou ao balcão e pediu um trago. Mal pegou o copo, virou num trago só. Alguém que viu aquilo gritou:
— Mas como, oigalê? Tu não acabaste de ver o que sucedeu ao forasteiro?
O velho olhou para cima, torceu a boca, fez uma cara de escárnio, baixou a bombacha e, segurando o dito cujo, gritou:
— Aqui pro santo ó!
E virando para a plateia boquiaberta, falou:
— E o primeiro que rezar, meto a adaga!