Geraldo Bulhões, um alcoólatra, após tomar todas e já no escuro da noite saiu cambaleante em direção à sua casa. No caminho, ao passar por um beco, caiu no chão e alí mesmo pegou no sono.
Num momento seguinte vai passando um malandro e tropeça no bêbado, observa se vem alguém e, em estando tudo deserto, aproveita e come a bunda do coitado inerte.
Ao terminar o ato sеxuаl verifica que o bêbado traz consigo no pulso um relógio muito bonito, diferente, parecendo coisa importada: tira o relógio do bêbado, ponhe em seu braço e vai embora, assoviando, fingindo não ter acontecido nada.
O tempo passa, o bêbado fiса bom e acorda, vai pra casa e nota que perdeu o relógio.
Passados três meses está o Geraldo Bulhões passeando no centro da cidade, sóbrio, quando enxerga o seu relógio no braço de um rapaz que caminha a sua frente e fiса aflito. Chama um guarda e faz a denúncia.
O guarda puxa o "ladrão" pelo braço e pergunta:
— Onde você achou esse relógio?
Ao que o rapaz responde:
— Olhe. Um dia eu ia andando num beco e vi um homem bêbado no chão. Como estava deserto eu comí o cú dele. Depois peguei esse relógio que ele estava usando.
Diante daquelas explicações disse o Geraldo:
— Seu guarda, olhando bem não é esse não o meu relógio! É parecido mas não é êle.
Aí eu pergunto ao leitor: Não seria seu o tal relógio?