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O Caipira Galã O caipira era tão do interior que para chegar à rodoviária mais próxima tinha que viajar dois dias a cavalo. Longe da civilização e do contato com as "maldades" do mundo, vivia a vida de forma bastante inocente, apesar de possuir admirável beleza.
Certa vez, teve a necessidade de viajar, para ir ao enterro de uma tia distante.
Cavalgou dois dias e chegou à rodoviária, de madrugada, e aquela estava deserta. Vasculhou o local e percebeu que lá só havia uma linda jovem, que devia ter seus 15 anos e um corpo de enlouquecer qualquer homem, dando de amamentar para um bebezinho.
Admirado com a cena, o caipira ficou olhando indiscretamente para a menina.
Ao perceber a observação do caipira a jovem preferiu relevar, mas ao notar sua insistência, ela, já brava, disse:
— O que foi? Nunca viu isso não?
E o caipira, agora se jeito, respondeu:
— Não senhora. Eu sou do interior e lá a gente não vê muito dessas coisas. Eu sou órfão de pai e mãe, nunca fui amamentado, minha vida sempre foi de muita luta, trabalhando de sol a sol, não conheço essas coisas do mundo.
A menina, agora com semblante diferente e comovida com a história do caipira, ofereceu:
— Você gostaria de experimentar? - disse a jovem ofertando aqueles lindos seios.
O caipira resolveu aceitar e começou a "alimentar-se" daquele delicioso leite materno.
De repente, algo estranho começou a acontecer com a menina. Ela, que já era um tanto quanto experiente, começou a sentir uma excitação como há tempos não sentia. Foi subindo um calor gostoso, uma quentura, e aquilo foi subindo, subindo, até que ela não conseguiu se conter. Vendo que o rapaz não era de se jogar fora e que não havia ninguém para testemunhar a cena, ela resolveu tomar a iniciativa:
— Vem cá, você não vai querer mais nada?
E o caipira, com a boca toda melada:
— É, se você tivesse um biscoitinho ai, cairia bem.
O caipira tinha juntado dinheiro a vida toda e resolveu gastar esse dinheiro na cidade.
Já estava cansado de comer caldo de Fаvа com preá no sítio e foi jantar em um restaurante chique na cidade grande.
Chegando lá, o garçom lhe deu o cardápio e ele nâo entendia nada, não conhecia nenhuma comida daquelas. Então, reparando que um homem chique sentou perto de sua mesa, ele resoulveu pedir tudo que ele pedisse.
O senhor do sue lado disse:
— Garçom, um estrogonofe, por favor!
E o matuto:
— Garçon um estrororofe, por favor!
O garçon disse:
— É o quê Homen?
E ele disse:
— Isso ai que ele pediu!
Depois de algum tempo, o senhor disse:
— Garçon, uma lazanha, por gentileza!
E o matudo atento, disse:
— Garçon, um вiсhо desse pra min também!
E assim foi indo. Sábesse que em todo restaurante, enfrente dele t~em aqueles meninos que engraixam sapatos e o senhor fino disse:
— Garçon, traga um engraixáte para min!
E o matuto:
— Garçon, um para min também!
O senhor fino disse:
Qué isso rapaz, um só da pra nós dois!
E o matuto:
Nada disso, cê come o seu que eu como o meu!