Um certo homem combinou com sua mulher que queria ter um filho. A mulher concordou e disse:
— Então, vamos tentar?
Tentaram uma vez, duas vezes, então a barriga da mulher comecou a crecer. Forão ao médico pensando que era um filho mas o doutor concluiu que a mulher tinha apenas vento na barriga.
Tentaram novamente, uma vez, duas vezes e barriga cresceu novamente. Foram ao médico e constataram mais uma vez que se tratava unicamente de vento na barriga.
Não tardou muito para que toda a cidade soubesse da história e o marido ganhou rapidamente o apelido de"pinto de vento".
Ele já não podia mais andar pelas ruas sem ser chamado pelo triste apelido e aquilo começou a deixá-lo cadavez mais nervoso e o levou inclusive a brigar na rua algumas vezes.
Arrependido de ter se envolvido em violência, resolveu ir se confessar ao padre. Após confessar tudo que havia ocorrido, o padre lhe deu alguns conselhos e ele acabou se comprometendo com o padre de não mais ficar nervoso quando alguém lhe chamasse pelo indesejado apelido.
Tão logo ele saiu da igreja, o padre ouviu um estrondo e barulho de briga e pancadarias. Ao sair o padre viu um senhor jogado de um lado e sua bicicleta de outro e perguntou àquele que havia acabado de se confessar, se ele não se lembrava de ter acabado de se comprometer a não mais se envolver em brigas porcausa do apelido.
O homem imediatamente respondeu:
— Me chamar de pinto de vento ainda vai, mas pedir meu pinto emprestado para encher o pneu da bicicleta, eu não posso tolerar.
Um fogo deflagrou num Monte Alentejano.
Os bombeiros foram imediatamente chamados para extinguir as chamas.
O fogo estava cada vez mais forte, e os bombeiros nao conseguiam dominar as chamas.
A situação já estava a ficar fora de controlo, quando alguém sugeriu que se chamasse o grupo voluntário da Vidigueira.
Apesar de alguma dúvida quanto às capacidades e equipamento dos voluntários, seria mais uma forma de auxílio. Assim foi.
Os voluntários chegaram num camião velho, desgastado pelos anos e operações de combate.
Passaram em grande velocidade e dirigiram-se em linha recta para o centro do incêndio!
Foram mesmo até ao meio das chamas e pararam.
Estupefacta a população assistiu a tudo.
Os voluntários saltaram todos para fora do camião e começaram a pulverizar freneticamente em todos os sentidos.
Como estavam mesmo no meio do fogo, as chamas dividiram-se, e restaram duas porções facilmente controláveis.
Impressionado com o trabalho dos voluntários da Vidigueira, o dono do monte respirou de alivio quando viu a sua herdade ser poupada à devastação das chamas.
Na hоrа pôs as mãos na algibeira e passou imediatamente um cheque de 5000 euros à corporação voluntária.
Um repórter do jornal local perguntou logo ao comandante dos bombeiros:
— 5000 euros! Já pensou o que vai fazer ao dinheiro?
— Penso que é óbvio, não é? - responde o comandante a sacudir a cinza do capacete... - A primeira coisa que vamos fazer é arranjar a роrrа dos travões do camião!!!
A Bicicleta Joãozinho falava com sua mãe pedindo uma bicicleta nova.
Sua mãe decidiu que seria uma boa oportunidade para Joaozinho tomar consciência de suas atitudes e falou:
— Bem, Joaozinho, agora não e época de Natal e nos não temos dinheiro para sair comprando qualquer coisa que você queira. Que tal você escrever uma carta para Jesus e rezar para ganhar uma bicicleta ?
Depois do pampeiro, sua mãe o mandou para seu quarto.
Ele finalmente resolveu se sentar e escrever a tal carta.
— Querido Jesus: Fui um menino bonzinho este ano e gostaria de ganhar uma bicicleta nova. Seu amigo, Joaozinho.
Mas Joaozinho lembrou-se que, na verdade, Jesus sabia que tipo de menino ele era. Então, rasgou a carta e resolveu tentar mais uma vez.
— Querido Jesus: Tenho sido um menino legal este ano e quero uma bicicleta nova. Sinceramente, Joaozinho.
Bem, Joaozinho sabia que não estava sendo totalmente honesto. Rasgou a carta mais uma vez e tentou novamente.
— Querido Jesus: Acho que fui um menino bonzinho este ano. Posso ganhar uma bicicleta ? Joaozinho.
Foi então que Joaozinho olhou para o fundo de sua alma, o que, alias, era o que sua mãe queria desde o começo.
Ele sabia que aprontava de montão e que não merecia nada. Amassou a carta, jogou-a no lixo e saiu correndo para a rua. Ficou vagando sem rumo, meio deprimido, pensando no modo como tratava seus pais. Estava mortificado. As tantas, estava em frente a uma igreja católica.
Joaozinho entrou, ajoelhou-se e meditou no que fazer.
Finalmente levantou-se e dirigiu-se para a saída, olhando todas aquelas estatuas... De repente, pegou uma santa pequenininha e saiu correndo.
Foi para casa, escondeu a santinha embaixo da sua cama e escreveu a seguinte carta:
— Jesus, Tenho sua mamãe. Se você quiser vê-la novamente, dê-me uma bike.
Assinado: Você sabe quem.