Depois de uma festa, o cara leva a namorada de volta pra casa. Ela morava em uma rua bem tranqüila e ele teve uma idéia genial. Apoiou a mão no muro e pediu, com voz bem melosa:
— Amorzinho... só pra fechar a noite com chave de ouro, faz um boquete rapidinho!
— O quê? Na frente da minha casa? Você tá louco?
— Ah, lindinha... Tá todo mundo dormindo...
— E se algum vizinho estiver acordado?
— Ah, olha só, amor... Tá tudo escuro... Não tem ninguém na rua! Faz um boquete, faz... Não vamos perder essa oportunidade!
Ela já estava quase concordando quando de repente sua irmã aparece no portão, de pijama.
— Carolzinha! — diz a namorada, assustada — O que você está fazendo acordada?
— O papai falou pra eu pedir pra você fazer logo esse boquete ou, se você não quiser, para eu fazer, mas, por favor, pede pro seu namorado tirar a mão do interfone que a gente quer dormir!
Naquela casa, toda vez que o sujeito chegava do trabalho acontecia um diálogo do tipo:
— Querido, entupiu a pia da cozinha! — a mulher reclamava.
— E eu tenho cara de encanador, por acaso? — respondia o homem e sentava na poltrona pra ler o jornal.
Ou:
— Amor, queimou a lâmpada do banheiro! — a mulher gritava.
— E eu tenho cara de eletricista, por acaso? — dizia o homem, enquanto assistia o jornal na televisão.
Ou ainda:
— Meu anjo, a parede da garagem está um nojo, precisa pintar! — a mulher berrava.
— E eu tenho cara de pintor, por acaso? — retrucava o marido e saía em seguida para tomar uma cervejinha na padaria.
Um dia, porém, o sujeito voltou em casa e encontrou tudo em ordem: a pia desentupida, a luz do banheiro funcionando perfeitamente e a parede da garagem pintada.
— O que aconteceu? — perguntou o sujeito perplexo.
— O vizinho novo veio, consertou tudo e como recompensa pediu ou uma маssа ou sеxо.
— E que tipo de маssа você fez pra ele?
— E eu tenho cara de cozinheira?