Havia numa cidadezinha um sujeito que era palmeirense de verdade. Diziam que, no mundo inteiro, não havia ninguém mais palmeirense do que ele. O homem envelheceu e ficou muito doente. Estava nas últimas, tinha só mais uns dias de vida. Então mandou chamar seu filho mais velho e ordenou: — Filho, vá até o parque São Jorge pra mim, tire uma carteirinha de sócio do Corinthians para o seu velho pai e compre uma camisa do Timão. O rapaz não entendeu nada, mais foi. Voltou para casa com a carteirinha e a camisa. Quando o velho viu deu aquele sorriso! Jogou fora a camisa do Verdão, vestiu imediatamente a do Coringão e agarrou a carteirinha junto ao peito. O filho, achando que o pai estava pirando, não resistiu: — Mas, pai... O senhor toda a vida foi palmeirense fanático. Não conheci outro como o senhor. Porque agora, no fim da vida, resolve mudar de time? E o pai: — É que eu quero que morra mais um Corinthiano.
Havia numa cidadezinha um sujeito que era palmeirense de verdade. Diziam que, no mundo inteiro, não havia ninguém mais palmeirense do que ele. O homem envelheceu e ficou muito doente. Estava nas últimas, tinha só mais uns dias de vida. Então mandou chamar seu filho mais velho e ordenou:
— Filho, vá até o parque São Jorge pra mim, tire uma carteirinha de sócio do Corinthians para o seu velho pai e compre uma camisa do Timão.
O rapaz não entendeu nada, mais foi. Voltou para casa com a carteirinha e a camisa. Quando o velho viu deu aquele sorriso! Jogou fora a camisa do Verdão, vestiu imediatamente a do Coringão e agarrou a carteirinha junto ao peito. O filho, achando que o pai estava pirando, não resistiu:
— Mas, pai... O senhor toda a vida foi palmeirense fanático. Não conheci outro como o senhor. Porque agora, no fim da vida, resolve mudar de time?
E o pai:
— É que eu quero que morra mais um Corinthiano.