Tinha um fazendeiro muito rico que morava perto de uma cidadezinha muito pobrezinha.
Um belo dia ele descobriu que tinha duas onças matando seus bezerrinhos.
Ele anunciou para a cidadezinha inteira que quem fosse la matar as onças pra ele, ele daria a recompensa que fosse.
Chegando um dia num buteco da cidadezinha, um sinhorzinho de uns 60 anos mais ou menos que tava sentado no fundo do buteco, vira pra ele e fala:
— É o sinhô que tem duas onça matando o gado?
— É sim senhor.
— Manhã eu vo lá assuntá as onça procê...
— O senhor tem espingarda?
— Tem não sinhô... Me arruma lá..
— Amanhà cedo entào né?
— É..
Deu o outro dia cedinho e chega o sinhorzinho meio de ressaca das pinga do dia anterior.
— Quede as espingarda?
— O senhor já tomou café?
— Nào sinhô..
— Minha mulher vai fazer um café reforçado pro senhor viu...
— Ce fô café de duas mào mió ainda..
O véim tomou o café, botou as espingarda no lombo e foi pro mato.
Passando o tempo, deu uma hоrа de caminhada e nada das onças, deu uma hоrа e meia e nada das onça, quando deu duas horas ponta uma onça na frente do véi..
E é aquele corre dali, pega daqui, o véi acudia prum santo ele tava ocupado, acudia pro outro, ele tava ocupado, de repente ele se vê na frente da casa do fazendeiro...
Ele corre pro lado da casa, mete o pé na porta e se esconde atrás de porta....
A onça tchum pra dentro de casa...
O véizim:
— Vai rancano o couro dessa ai que eu vô lá buscá a outra......
Havia dois caipiras conversando. Um contava ao outro a caça que havia feito na semana passada.
— E compade, fui caça na selva, o se precisa ve, cada apuro que eu passei!!
— A compade conta logo, que eu to doido pra sabe.
— Primeiro, eu estava embaixo de uma arvore, preparando a espingarda, quando de repente caiu uma sucuri da arvore, e ela foi se enrolando em mim. Mas como eu so um cara esperto, peguei o rаво dela e comecei a enfiar na boca dela, e ela foi se comendo, e viro uma argola!
O outro compadre desconfiado, falou:
— Corta essa compadre, como voce quer que eu acredite numa coisa dessa?
— Ara compadre, eu te juro. Se você acho essa perigosa, houve essa. Depois de ter enrolado a cobra, e ja com a minha espingarda pronta, sai andando sorrateiramente, quando de repente surje um baita de um Leão, mirei nele compadre, e comecei a atirar, quado vi, minhas balas ja tinha acabo e eu não tinha acertado nenhuma nele, mas eu queria aquele leão de qualquer jeito, larguei a espingarda no chão e fui para cima dele...
O outro compadre ja revoltado enterrompe:
— E não vai me fala que oce conseguiu o leão?
— Uai, pulei na gargante dele, e rola pra la, e rola pra ca, ate que venci ele compadre. Se duvida, vai la em casa que a cabeca dele ta la.
— O eu vou embora porque nao aguento mas mentira sua, ate mais cumpadre.
— Calma cumpadre, eu ainda não te contei a mais perigosa.
— Ta certo, mas para de menti se não eu vou embora.
— Ta certo. Depois de pegar o leão, peguei a espingarda recarreguei, e sai andando. Logo a frente vi uma pedra, e houvi um barulho estranho, corri, e quando cheguei, eu vi compadre, uma baita de um urso polor, larguei a espingarda, corri e peguei nas duas orelhas dele e...
— Deus que me livre, como oce que que eu acredite nisso, um urso polor na selva...
— Então compadre, eu corri peguei nas duas orelhas dele e falei:
— O que que ocê ta fazendo aqui?
*** Fim ***