Joãozinho estava indo para a escola quando encontrou uma carta. Ele colocou a carta no bolso, sem ler, e seguiu o seu caminho para a escola.
Quando ele chegou na escola, sua professora viu que ele tinha algo no bolso e pediu para ver. Depois de ler a carta ela disse:
— O que é isso menino! Vai direto pra diretoria!!!
Quando Joãozinho chegou na diretoria, a diretora perguntou o que tinha acontecido. Então ele respondeu:
— É que quando eu estava vindo para a escola eu encontrei uma carta, a professora leu e me mandou pra cá.
E a diretora disse:
— Deixe eu ver essa carta Joãozinho.
Quando a diretora leu a carta ela disse:
— Que absurdo Joãozinho! Vai agora pra sua casa, você vai levar suspensão!
Joãozinho chegou em casa e sua mãe perguntou o que havia acontecido. Aí ele respondeu:
— É que quando eu estava indo pra escola eu encontrei uma carta. A professora leu e me mandou pra diretoria, a diretora leu e me mandou pra cá.
— Deixe eu ver essa carta.
E depois de ler a carta, a mãe disse:
— Eu não acredito nisso! Vá embora daqui, você não é mais meu filho, vá morar debaixo da ponte!!
Debaixo da ponte Joãozinho encontrou um guarda que perguntou o que ele estava fazendo ali. E Joãozinho respondeu:
— É que quando eu estava indo pra escola eu encontrei uma carta. A professora leu e me mandou pra diretoria, a diretora leu e me mandou pra casa, minha mãe leu e me mandou pra cá.
O guarda pediu para ler a carta, e depois de ler disse:
— Não é possível! Vai agora pra cadeia!!!
Na cadeia Joãozinho encontrou um carcereiro que perguntou:
— O que você está fazendo aqui garoto?
Então ele respondeu:
— É que quando eu estava indo pra escola eu encontrei uma carta. A professora leu e me mandou pra diretoria, a diretora leu e me mandou pra casa, minha mãe leu e me mandou pra debaixo da ponte, um guarda leu e me mandou pra cá.
O carcereiro quis ler a carta e o menino deixou. Mas depois de ler o carcereiro falou:
— Ah!!! Você vai ter que ir para o tribunal!
No tribunal o juiz perguntou por que Joãozinho estava ali. E ele respondeu:
— É que quando eu estava indo pra escola eu encontrei uma carta. A professora leu e me mandou pra diretoria, a diretora leu e me mandou pra casa, minha mãe leu e me mandou pra debaixo da ponte, um guarda leu e me mandou pra cadeia, o carcereiro leu e me mandou pra cá.
E o juiz disse:
— Por favor, deixe-me ler essa carta.
Depois de ler a carta o juiz deu a sentença:
— Vai pra cadeira elétrica agora mesmo!!!
Joãozinho, morrendo de medo, teve que se submeter a isso. Depois de morrer eletrocutado, ele foi para o céu e Jesus perguntou o que ele estava fazendo ali tão cedo. E Joãozinho disse:
— É que quando eu estava indo pra escola eu encontrei uma carta. A professora leu e me mandou pra diretoria, a diretora leu e me mandou pra casa, minha mãe leu e me mandou pra debaixo da ponte, um guarda leu e me mandou pra cadeia, o carcereiro leu e me mandou pro tribunal, o juiz leu e me mandou pra cadeira elétrica, eu morri e agora estou aqui.
Então Jesus disse:
— Isso deve ser sério então. Deixe eu ler essa carta.
Depois de ler a carta Jesus disse:
— Que horror! Você não pode ficar aqui, vai agora pro inferno!!
No inferno Joãozinho encontrou o capeta, que perguntou:
— O que você está fazendo aqui pentelho?
O menino respondeu:
— É que quando eu estava indo pra escola eu encontrei uma carta. A professora leu e me mandou pra diretoria, a diretora leu e me mandou pra casa, minha mãe leu e me mandou pra debaixo da ponte, um guarda leu e me mandou pra cadeia, o carcereiro leu e me mandou pro tribunal, o juiz leu e me mandou pra cadeira elétrica, eu morri, fui pro céu, e Jesus me mandou pra cá.
Aí o diabo disse:
— Hum... Deixe eu ver essa carta... Deve ser bem interessante.
Mas como no inferno é muito quente a carta se queimou e ninguém nunca soube o que estava escrito nela!!!
O Filho:
— Mãe, vem acampar comigo!
— Acampar? De jeito nenhum! Você só tem 7 anos.
— Tenho 15, mãe!
— Mas já?! Não é possível! Tem certeza?
— Absoluta. É que nos meus últimos aniversários você estava trabalhando e esqueceu de ir.
— Esqueci, não. É que caíram em dia de semana. Se tivessem feito como eu sugeri...
— Você sugeriu que mudassem o dia do meu aniversário pra todo primeiro domingo de maio.
— Exato. Domingo eu nunca trabalho.
— Papai contou que vocês se casaram num domingo e você trabalhou... durante a cerimônia.
— Eu só assinei uns documentos enquanto o padre falava. Ele nem percebeu.
— E em vez do vovô... você entrou na Igreja de braço dado com o contador!
— Claro! O balanço da firma era para o dia seguinte!
— E a lua-de-mel...
— Tá. Eu não fui. Mas mandei o boy do escritório me representando. Seu pai no começo resistiu, mas acabou aceitando.
— E quando eu nasci? Qual é a desculpa?
— Desculpa por quê? Você nasceu como qualquer criança.
— Nasci numa mesa de reuniões!
— Era numa reunião de diretoria! Não podia sair assim, só porque a bolsa estourou. E você devia se orgulhar! Foi o presidente de uma grande multinacional que fez teu parto.
— Já sei. E a secretária cortou meu cordão umbilical com o clipe.
— E o rapaz do xerox te amamentou. Sorte que ele tinha muito colostro...
— Não вrinса. Fiquei traumatizado.
— Eu fiquei. Você nasceu em cima de uma papelada importante. Quase perdi o emprego...
— E quando você foi me pegar na escola pela primeira vez? A vergonha que eu passei...
— Eu só estava com medo de nao te reconhecer... Não te via fazia um tempinho...
— Tive que segurar um cartaz, que nem parente desconhecido em aeroporto, escrito:
"Eu sou o Thiago".
— Thiago? Foi esse o nome que eu te dei?
— Que a moça do cartório me deu!, quando completei 8 anos e consegui ir sozinho a um tabelião. Fiquei sem nome durante oito anos! Oito anos sendo chamado de pssit!!
— Pssit. Até que não é feio!
— Tudo por causa dessa porcaria do teu trabalho! Faz uma coisa. Pra provar que você quer mudar, vem acampar comigo.
— Por que nós não acampamos lá no meu escritório? Do lado do fax tem um espaçao. E umas samambaias artificiais.
Posso contratar algum estagiário para ficar coaxando pra gente.
— Pára de brincar. Larga tudo e vem comigo.
— Bom, se você tá insistindo tanto, eu... Então tá. Eu...
Tudo bem, eu vou.
— Jura? Otimo! Você vai adorar!
— Ah, difícil pensar em programa melhor. Aquelas árvores, aqueles macacos guinchando, aquelas aranhas bacanas.
— Então está tudo certo.
— Só preciso saber assim, de um detalhe. A respeito do mato. Uma besteira.
— O quê? Se o mato tem mosquito? Se tem cobra?
— Não. Se o mato tem tomada.