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O cara na cremação da sogra tava num baita porre, já não se agüentava mais em pé. Nisto os filhos, filhas, genros, noras, netos e netos, estavam consternados em volta da urna funerária onde estavam depositados os restos mortais da velha. Quando em certo momento o genro pudim-de-trago, subiu em uma cadeira, quase caindo, pediu atenção de todos, pois queria fazer uma homenagem. Todos ficaram surpresos com a atitude do bebum, porém falaram para que ele fosse em frente e rendesse as últimas homenagens a sua sogra. Foi quando ele estufou o peito e disse:
— E agora uma salva de palmas pro ?Assador?.
Dois amigos conversavam na porta de um bar, quando observaram que vinha um enterro.
— Ih Zé, deve ter morrido alguém muito importante.
— Porquê Tião?
— Olha o tantão de gente acompanhando aquele en- terro!
— É mesmo! Deve ter mais ou menos 537 pessoas.
— Por aí!
— Manja só, que маssа, tem um сасhоrrо andando debaixo do caixão.
E esse сасhоrrо, que vinha o tempo todo debaixo do caixão, acabou encucando os dois...
— Porque será em Tião!?
— Sei lá. Vou perguntar pra aquele cara ali!
— Vai lá cumpanhero, depois cê me fala!
Ele se aproximou de um dos homens que seguravam a alça da urna e perguntou:
— Boa tarde amigo. Quem faleceu?
— Minha sogra, respondeu o homem.
— Ela era importante?
— Não, quase ninguém a conhecia.
— E esse сасhоrrо, debaixo do caixão?
— Era dela!
— E a velha, morreu de que?
— Esse сасhоrrо a mordeu e logo depois ela morreu.
— Oh amigo, você podia vender o bichinho para mim.
— Até vendo, mas você vai ter que entrar nessa fila aí atráz...