Numa cidade zinha do interior, um sujeito andava tranquilo pela rua. De repente, ele viu uma gаlinhа e começou desesperadamente a correr, apavorado gritando socorro. Seus familiares estavam sem saber o que fazer, pois era uma coisa muito rara e absurda. Levaram o sujeito para um psiquiatra.
— Me diga, qual é o seu problema?
— Doutor, sou uma ervilha e se não me cuido posso ser devorado por uma gаlinhа.
— Ah, sim, é claro. Mas veja bem, o senhor tem duas mãos, não é verdade?
— Sim, mas e dai?
— O senhor já viu uma ervilha com braços?
— Não...
— Duas pernas, como essa que o senhor usa para fugir das galinhas?
— Não... puxa, nunca pensei nisso...
— Veja outra coisa, uma ervilha nunca estaria aqui falando comigo!
— Puxa, doutor! O senhor mudou minha vida! Eu nunca tinha pensado nisso antes! Agora eu sei que não posso ser uma ervilha, é uma coisa absurda, impossível! E lá se foi nosso amigo, todo feliz com sua identidade re-descoberta.
Tranquilo, andando pela rua, ele olha outra gаlinhа e sai correndo apavorado de novo... dessa vez um carro o atropela. Foi para o hospital todo arrebentado e entre as visitas médicas naturalmente chamaram o psiquiatra:
— Mas o que aconteceu? Você não me disse que agora você sabe de não ser uma ervilha?
— Saber eu sei, mas o senhor acha que a gаlinhа já está sabendo?