A mais significante descoberta da carreira de Oscar Todkopf foi totalmente acidental. Em abril último, o paleontólogo da universidade de Hindenburg estava caminhando no Germany's Neander Valley quando tropeçou em algo no caminho. Após uma rápida excavação apareceu a ponta do dente de um mastodonte. Mas somente após toda escavação do material e posterior datação é que Todkopf percebeu a magnitude do que tinha escontrado. O canino, acredita ele, era um instrumento musical! Todkopf então chamou de 'tuba' neandertal. Tal como a flauta descoberta no último ano na Eslovenia, a tuba de 50.000 anos antecede a presença de humanos anatomicamente modernos na Europa. Dezesseis furos cuidadosamente alinhados na superfície do dente de 1,8m de comprimento podem ser visualizados. 'Creio que o artesão Neandertal utilizou alguma pedra pontuda para furar o dente', disse Todkopf. Todkopf também descobriu restos do que aparentam ser outros três instrumentos. Um assemelha-se a uma gaita de foles. Embora o 'saco' do fole já tenha se desmanchado a muito tempo, permaneceu uma mancha de proteinas na rocha. Analises sugeriram que provavelmente foi confeccionada de uma bexiga de algum animal de grande porte, possivelmente um rinoceronte peludo. Todkopf também encontrou um instrumento semelhante a um 'triângulo' e uma coleção de ossos de diversos tamanhos e com alguns furos. 'Imagino que isto faz parte de algum instrumento semelhante a um xilofone', disse Todkopf. 'Alguns dos meus colegas de trabalho já acham que os neandertais usavam esses ossos como uma espécie de harpa eólica, pendurada na entrada das cavernas'. Todkopf ainda afirma que os neandertais tocavam a gaita de fole com o nariz, devido ao fato de que a mesma apresentava pequenos plugs de madeira que se adaptam perfeitamente à cavidade nasal de crânios de neandertais. Durante as escavações Todkopf também encontrou a entrada para uma caverna, e nela, outra importante descoberta: as mais antigas pinturas neandertais. E mais, as pinturas mostram músicos agrupados três a três no que parece ser uma notação musical. Todkopf teoriza que o gosto pela música seja um dos motivos para o desaparecimento dos Neandertais a 30.000 anos atrás. 'Talvez o barulho da música tenha espantado toda a caça. Eles devem ter produzido uma terrível algazarra!', suspeita Todkopf.
Homens, aparelhos de barbear a mão! É que um estudo de uma universidade da Inglaterra revelou que os homens que não se barbeiam todo dia possivelmente terão uma vida bem menos feliz do que os caras que estão todo dia com uma cara de bundinha de nenê. Para começar, o estudo diz que os homens que não se barbeiam todos os dias possuem menos chances de se casar e maiores chances de se tornarem trabalhadores braçais. Eles também têm menos orgasmos, tendem a ser mais baixos e sofrem mais de problemas cardíacos. O estudo feito por uma equipe da Universidade Bristol, que examinou a relação entre o ato de se barbear e doenças cardíacas em 2.438 homens de meia-idade, revela também que os não-barbeados possuem uma vida se*xual menos ativa e têm risco 70% maior de sofrer um enfarte. No transcorrer de 20 anos de estudo, houve 835 mortes entre os homens analisados, escreveram os pesquisadores em um artigo publicado na revista American Journal of Epidemiology. No total, 45% dos homens que não se barbeavam todos os dias morreram, contra 31% do outro grupo. Uma boa parte das mortes estava relacionada a um alto índice de tabagismo e a estilos de vida menos saudáveis entre os integrantes do primeiro grupo. Mas, segundo os cientistas, isso não explica os riscos maiores de sofrer um enfarte. 'A relação entre um barbear freqüente e a morte é provavelmente devida a fatores como o fumo e estilo de vida, mas um pequeno efeito hormonal também deve ser computado', declarou Shah Ebrahim, do departamento de medicina social. Para Ebrahim, a relação entre a freqüência do barbear e a saúde cardíaca continuava a existir mesmo depois de descontados os fatores externos.