O filho diz para a mãe:
— Mãe, se a senhora me der 500 reais eu não digo nada pro papai sobre o que a senhora fez com o Ricardo ontem.
A mãe fiса sem graça, coça a cabeça e diz:
— Tome filho, 500 reais, agora fique de boca fechada.
— Sim, mamãe. Combinado!
Algumas horas depois:
— Pai, se o senhor me der 1000 reais, eu conto o que a mamãe fez que o senhor não pode saber.
O papai meio ansioso aceita a proposta:
— Aqui está, filho, 1000 reais, agora me conte, o que a mamãe fez que eu não posso saber?
— Ela me deu 500 reais pra ficar de boca fechada.
O indivíduo surpreende a mulher em sua cama com outro. Tirou o revólver da cintura, armou o gatilho e já ia metendo bala nos dois, quando parou pra pensar e foi percebendo como a sua vida de casado havia melhorado nos últimos tempos. A esposa já não pedia dinheiro pra comprar carne, aliás, nem para comprar vestidos, joias e sapatos, apesar de todos os dias aparecer com um vestido novo, uma joia nova ou uma sandalinha da moda. Os meninos mudaram na escola pública do bairro para um cursinho super-chique, na zona Sul. Sem contar que a mulher trocou de carro, apesar dele estar há quatro anos sem aumento e ter cortado a mesada dela. E o mercado então, nem se fala, eles nunca tiveram tanta fartura quanto nos últimos meses. E as contas de luz, água, telefone, internet, celular e cartão de crédito, fazia tempo que ele nem ouvia falar delas. O caso é que a mulher dele era mesmo um avião, uma mistura de Tiazinha com Vera Fisher, temperada no caldo da Feiticeira. Coisa de louco.
Guardou a arma na cintura e foi saindo devagar, para não atrapalhar os dois.
Parou na porta da sala e disse pra si mesmo:
— O cara paga o aluguel, o supermercado, a escola das crianças, as contas da casa, o carro, o shopping, todas as despesas e eu ainda vou pra cama com ela todos os dias...
E fechando a porta atrás de si, concluiu:
— Pô, o соrnо é ele!