Piadas sobre caubóis e índios
Mais ou menos 29 anos, executivo, bem apessoado, senta-se na poltrona do avião com destino a New York e, maravilha, depara-se com uma morena escultural sentada na poltrona junto à janela. Pernas cruzadas, perfeitas, saia curta deixando entrever um belíssimo par de coxas, seios no tamanho exato, empinados, lábios carnudos, mas sem volume demasiado, enfim, uma deusa....
Decola a aeronave, céu de brigadeiro, uma vontade enorme de puxar conversa, mas a morena, impassível, lê um grosso volume com muita atenção. Após 15 minutos de voo e o cavalheiro não se contém:
— É a primeira vez que vai a New York?
Ela, gentil, com uma voz muito sensual, mas de certa forma reservada:
— Não, é uma viagem habitual...
Ele, agora animado:
— Trabalha com moda, por acaso...?
— Não, viajo em função de minhas pesquisas...
— Desculpe-me a curiosidade, é escritora...?
— Não, sou sexóloga.
— Muito interessante e raro. Suas pesquisas dedicam-se, na sexologia, a quê, especificamente?
Ela, tranquila e sempre com a mesma voz de veludo:
— No momento, dedico-me a pesquisar as características do membro masculino, o que julgo ser um trabalho de fôlego e muito difícil.
— Nas suas pesquisas, a que conclusão já chegou?
— Bom, de todos os pesquisados, já concluí que os Índios, sem dúvida, são os portadores de membros com as dimensões mais avantajadas e, em contrapartida, os Árabes são os que permanecem mais tempo no coito, antes de entrarem em gozo. Logo, são os que proporcionam mais prazer às suas parceiras. Além disso... Oh! Desculpe-me senhor., eu estou aqui falando sem parar e nem sei seu nome...
— Mohammed Pataxó!
Chegando em Porto Seguro, Pedro Álvares Cabral foi conversar com um índio:
— Ora, pois... Nativo desta terra tão bela... Como se chamas?
— Índio chamar Bah! — respondeu ele, rispidamente.
— Bah? — perguntou o português, surpreso. — Tudo bem, tudo bem! Preciso de um favor seu, senhor Bah!
— Bigodudo falar, Bah escutar...
— A vela do meu barco apagou! Sabe como é, venta muito por aqui... Preciso que você vá nadando até aquele outro navio e avise os meus companheiros que descobrimos uma nova terra!
— O que Bah ganhar com isso?
— Como homenagem a vossa senhoria e para que todos se lembrem que Bah foi até o outro lado da praia para oficializar esta descoberta, esta terra se chamará Bahfoi!
— Ah, não, Bah não querer ir... Bah ter muita preguiça... Melhor o senhor chamar a terra de Bahia!
Com a aproximação do inverno, os índios foram ao cacique perguntar se o inverno seria rigoroso. O chefe, vivendo tempos modernos, não tinha aprendido os segredos de meteorologia como seus ancestrais. Mas claro, não podia mostrar insegurança ou dúvida. Por algum tempo olhou para o céu, estendeu as mãos para sentir os ventos e em tom sereno e firme disse:
— Teremos um inverno muito forte... é bom ir colhendo muita lenha!
No dia seguinte, preocupado com o chute, foi ao telefone e ligou para o Serviço Nacional de Meteorologia e ouviu a resposta:
— Sim, o inverno deste ano será muito frio!
Sentindo-se mais seguro, dirigiu-se a seu povo novamente:
— É melhor recolhermos muita lenha... teremos um inverno rigoroso!
Dois dias depois, ligou novamente para o Serviço Meteorológico e ouviu a confirmação:
— Sim... este ano o inverno será rigoroso!
Voltou ao povo e disse:
— Teremos um inverno muito rigoroso. Recolham todo pedaço de lenha que encontrarem, teremos que aproveitar os gravetos também.
Uma semana depois, ainda não satisfeito, ligou para o Serviço Meteorológico outra vez:
— Tem certeza de que teremos um inverno tão forte?
— Sim. Este ano teremos um frio intenso, nós temos certeza.
— Como tem tanta certeza?
— É que os índios estão recolhendo lenha pra сасете este ano...
Um brasileiro entra na polícia em plena Caxias do Sul e dirige-se ao xerife:
— Vim entregar-me. Cometi um сriме e desde então não consigo viver em paz.
— Meu senhor, as leis aqui são muito severas e são cumpridas e se o senhor é mesmo culpado não haverá apelação nem dor de consciência que o livre da cadeia.
— Atropelei um argentino na estrada ao sul de Caxias.
— Ora meu amigo, como o senhor pode se culpar se estes argentinos atravessam as ruas e as estradas a todo o momento?
— Mas ele estava no acostamento.
— Se estava no acostamento é porque queria atravessar, se não fosse o senhor seria outro qualquer.
— Mas não tive nem a hombridade de avisar a família daquele homem, sou um crápula!
— Meu amigo, se o senhor tivesse avisado haveria manifestação, repúdio popular, passeata, repressão, pancadaria e morreria muito mais gente, acho o senhor um pacifista, merece uma estátua.
— Eu enterrei o pobre homem ali mesmo, na beira da estrada.
— O senhor é um grande humanista, enterrar um argentino, é um benfeitor, outro qualquer o abandonaria ali mesmo para ser comido por urubus e outros animais, provavelmente até hienas.
— Mas enquanto eu o enterrava, ele gritava : Estoy vivo, estoy vivo!
— Tudo mentira, esses argentinos mentem muito!
Um bravo indiozinho, filho do chefe Grande Cabeça Nеgrа e Grossa, aproximou-se do pai numa manhã de radioso Sol e perguntou-lhe:
— Meu pai, por que é que os nomes dos índios são tão compridos, e não são como os dos caras-pálidas que se chamam Zé, Mané ou João?
— Meu Filho, os nossos nomes são um símbolo da beleza natural de tudo o que acontece e representam a riqueza da nossa cultura na sua forma de expressão.
— Como assim?
— Por exemplo, a tua irmã chama-se Lua Cheia no Grande Lago porque foi feita numa noite em que eu e a tua mãe andávamos a passear à beira dele numa noite de luar, nos abraçamos, beijamos e o amor gerou a vida dela.
— Humm...
— Olha, o teu irmão chama-se Grande Corcel das Pradarias Imensas porque um dia vinha com a tua mãe a regressar à aldeia pela pradaria, fora estava muito sol, resolvemos descansar, abraçamo-nos, beijamo-nos e ele foi gerado.
— Ah!
— O que queres tu saber mais, meu pequeno Camisinha de Меrdа Furada Vinda da China?
Um homem, ao passear avistou um índio e foi o ver de perto. Chegando lá o homem viu que o índio estava pelado e lhe deu uma cueca de pano. No outro dia voltou para ver se o índio estava de cueca e ele estava pelado.
Então perguntou ao índio:
— Cadê a cueca que ti dei?
E o índio respondeu:
— Índio forte, cueca fraca, índio peida, cueca rasga!
O homem então lhe deu uma cueca de madeira. No outro dia o homem voltou e o índio novamente estava sem cueca.
Perguntou-lhe:
— Cadê a cueca?
E o índio responde:
— Índio forte, cueca fraca, Índio peida, cueca racha!
O homem, para resolver o problema, lhe dá uma cueca de ferro. No outro dia o homem voltou e o índio estava sem cueca.
Então perguntou-lhe:
— E agora? Cadê a cueca?
E o índio responde:
— Índio fraco, cueca forte, índio peida, o cu explode.
Três amigos foram para o pantanal para desestressar. Um deles era médico, o outro botânico e o terceiro, coitado, era cômico.
No meio da selva, eles encontraram um índio e, tentando esconder o medo de serem devorados ou coisa assim, eles puxaram conversa:
— Bom dia, seu Índio! — disse o médico — Nós somos de Brasília!
— Brasília ser cidade feia! — disse o Índio — Brasília queimar índio!
Os três viajantes, que já tinham esquecido do caso do índio queimado em 97, ficaram com medo que o nativo quisesse descontar a raiva neles então tentaram se enturmar mais:
— Mas nós não somos maus, seu Índio! — disse o botânico.
— É nós somos legais! — disse o cômico — Nós viemos aqui pra respirar ar puro, relaxar, curtir a natureza...
— O que vocês fazer no Brasília? — perguntou o índio, ainda desconfiado.
— Eu sou cômico! — disse o cômico.
— Eu sou botânico! Eu sou médico! — disseram os outros.
O índio ficou pensativo por alguns instantes e disse:
— Comicu? Botanicu? Medicu?
— Isso mesmo! — concordaram os três.
Então o índio pulou no rio e saiu nadando que nem louco. Depois que estava há uns 20 metros de distância, ele gritou:
— Se vocês ser comicu, botanicu e medicu... Índio ser salvacu!
O jovem gaúcho, no dia de pedir a mão da prenda em casamento, senta-se à mesa com os futuros sogros, e logo ouve:
— E daí índio velho, qual são suas intenções com a minha filha?
— As melhores possíveis, tchê, diz o rapaz, pálido e nervoso.
O gaúcho véio olha bem dentro dos olhos do rapaz e diz:
— Mas minha filha gosta de pinto grande, grosso e bem durо.
E o rapaz responde sem pensar:
— Mas bah, quem não gosta, tchê!