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Era uma vez uma menina que tinha um bafo muito grande. E por este motivo sua mãe não a deixava sair na rua nem a lugar algum. Porém, a menina já não aguentava mais ficar em casa e certo dia ao saber de um baile que havia perto de sua casa resolveu pedir a sua para deixa-la ir:
— Mãe, deixa eu ir ao baile?
A mãe responde:
— Não minha filha, você tem um bafo muito grande!
— Por favor, vai, deixa eu ir. Eu prometo ficar de boca fechada.
— Tudo bem, mas você não pode abrir a boca de jeito nenhum.
— Tá bom!
No baile, a menina toda alegre, sozinha, estava dançando quando chega um rapaz fanho e pregunta:
— Vamos dançar?
Ela responde murmurando:
— Humhum.
— Vai, vamos sim?
Ela novamente murmurando:
— Humhum.
O rapaz fala:
— Já sei vovê não sabe dançar?
Ela se esbarra e grita:
— Sei sim.
O fanho ao sentir aquele cheiro insuportável diz:
— Você peidou.
A menina murmurando outra vez:
— Humhum.
Ele insiste:
— Peidou sim!
A menina:
— Humhum.
O fanho insiste mais uma vez:
— Peidou!
A menina já não aguentando ficar sem falar, se esbarrou e gritou:
— Não peidei!
O fanho não aguentou e disse:
— Nossa, agora você cagou!
Eu estava fazendo compras em um supermercado e uma velhinha me seguia pelas gôndolas empurrando seu carrinho e sempre sorrindo. Eu parava para pegar algum produto, ela parava e sorria: uma graça a velhinha! Já na fila do caixa, ela estava na minha frente com seu carrinho abarrotado, sorrindo:
— Espero não tê-lo incomodado, mas você se parece muito com meu falecido filho...
Com um nó na garganta, respondi não haver problema, tudo estava bem.
— Posso lhe pedir algo incomum? disse-me a senhora idosa.
— Sim. Se eu puder lhe ajudar...
— Você pode se despedir de mim dizendo "Tchau, mamãe, nos vemos depois"? Assim dizia meu filho querido... ficarei muito feliz!
— Claro senhora, não há nenhum problema, disse eu para alegria da velhinha.
A velhinha passou suas compras pela caixa registradora, empurrou o carrinho cheio com certa dificuldade, se voltou sorrindo e, agitando sua mão, disse:
— Tchau meu filho...
Cheio de amor e ternura, lhe respondi efusivamente:
— Tchau mamãe, nos vemos depois?
— Sim... nos vemos depois querido!
Contente e satisfeito com o pouco de alegria dado à velhinha, passei minhas compras.
— R$ 688,00, disse a moça do caixa.
— Tá louca? Um sabonete, duas pilhas e um desodorante ?
— Mas as compras da sua mãe... Ela disse que você pagaria!
— Velhinha filha da рuта!
Estava o viajante morrendo de sede, perdido no meio da caatinga, debaixo de um sol escaldante, quando se deparou com uma casinha de taipa.
Imediatamente bateu palmas e logo apareceu um garotinho barrigudo de olhos remelentos.
— Você poderia me arranjar alguma coisa para beber? — pediu o viajante.
— Poderia sim, senhor!
Então, o menino desaparece para dentro da casa e logo volta com uma cuia imunda que entrega ao viajante.
O viajante olha meio enojado para a cuia, fecha os olhos e bebe tudo num gole só.
— Tava muito ruim? — pergunta o menino.
— Tava não, por quê?
— É que tinha um rato morto dentro da cuia.
— Seu filho da рuта! — esbravejou o viajante, furioso. — Na hоrа que eu te pegar, quebro a cuia na sua cabeça!
— Faz isso não, moço, que essa cuia é da mãe mijar!