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O mineiro comprou uma câmera digital e levou para seu sítio. Chegando lá, mostrou aquela novidade para todos. Nunca ninguém tinha visto algo igual e ele diz:
— Pessoar, todo mundo pra-per-da-cerca-di-arami farpado ali, pra modi quê vô tirá umas foto du-cêis.
Ele então programou o temporizador e correu pra junto de todos. Nessa, quando os outros o viram correr na direção deles, saíram correndo, atravessando acerca de arame farpado, rasgando-se todos. Então ele pergunta:
— O quê qui aconteceu, uai?
E sua tia, com as duas orelhas penduradas, respondeu:
— Si ocê qui cunhece esse trem ficou сuм medo, imagine nóis qui num cunhece...
Era bem cedinho e o seu Benedito resolveu visitar o cumpade no sítio vizinho.
Quando chegou lá, viu que tudo estava muito em silêncio.
Chamou, mas ninguém respondeu. Seu Benedito resolveu entrar na casa, pois aporta estava só encostada.
Foi em silêncio até o quarto do cumpade, pra ver se estava tudo bem.
Passou pelo corredor e viu que a porta do banheiro estava entreaberta e o cabra na maior рunhета que estava até gemendo.
Resolveu sair quietinho da casa e esperar na varanda.
Quando o cumpadre saiu do banheiro, seu Benedito fingiu que estava chegando àquela hоrа ao sítio e foi logo dizendo:
— Ô cumpade, o mundo é cheio de concidência memo!
Tô chegando nessa hоrа, nem chamei ainda, e já dou de cara com ocê na porta?
— Mai o mundo é cheio de concidência memo, cumpade. Sabe que eu tava pensando nocê fais 5 minuto?
— Fala isso não, cumpade!
— Verdade, home!
— Pelamordi Deus! Fala isso não, cumpade...
Convidaram uma menina da roça para uma grande festa na cidade. Neste convite estava escrito: Usar roupa da moda.
Ela pensou: Eu não tenho roupa da moda, mas talvez meu vestido de 15 anos vire uma saia curta.
Dito e feito. Só tinha um problema, por somente usar calças, ela não tinha nenhuma calcinha. Após pensar muito ela pegou um saco de ração e costurou, fazendo assim, uma calcinha.
Quando pegou o ônibus, não havia nenhum banco vazio e o jeito foi ficar em pé, se segurando no ferro, o que às vezes deixava subir o vestido mostrando toda a calcinha. Incomodada com um velho que não tirava o olho da calcinha, ela irritada pergunta:
— O que é? Nunca viu uma calcinha não?
O velho responde:
— Escrito "ração pra pinto", não!
Um dia a mulher acordou, olhou pela janela e viu que a única vaquinha que eles tinham estava morta. A Velha ficou desesperada. E agora como iam alimentar a família? A vaquinha era o único bem que tinham. Deprimida, a mulher se suicidou.
Quando o marido acordou e viu a mulher e a vaquinha morta, ele não agüentou e teve um ataque cardíaco fulminante.
O filho mais velho acordou e viu a situação. Tomou uma decisão drástica: foi ate o rio para se afogar. Quando chegou no rio, deu de cara com uma sereia:
— Eu sei o que aconteceu com a sua família!
Disse a sereia:
— Mas se você transar comigo cinco vezes seguidas, eu trago todo mundo de volta!
O cara mandou ver. Mas só agüentou quatro vezes, na quinta ele broxou. A sereia ficou nervosa e o jogou no rio onde ele morreu afogado.
Então acordou outro irmão. Foi ate o rio atrás do irmão mais velho e encontrou a sereia.
— Se você transar comigo sete vezes seguidas, eu trago todo mundo de volta! — propôs a sereia.
O cara mandou ver, mas na sexta transada ele não agüentou e broxou. A sereia afogou ele no rio.
Então foi a vez do caçula, com doze anos. Ele foi ate o rio e encontrou a sereia.
— Se você transar comigo dez vezes, eu trago todo mundo de volta! — propôs a sereia.
— Dez vezes? — pergunta o caçula — E se você não agüentar e morrer que nem a vaquinha?
Um jornalista estava no Cazaquistão para fazer reportagens para o seu jornal. Em um lugarejo distante, encontrou um velhote e lhe perguntou:
— Você poderia me contar um fato da sua vida que você jamais esqueceu?
O velho homem sorriu e começou a sua história:
— Um dia, há muitos tempo atrás, minha cabra se perdeu na montanha.
Como é a tradição, todos os homens da cidade se reuniram para tomar vodca e partiram a procura da cabra. Quando finalmente a encontramos, de madrugada, bebemos mais uma dose de vodca e, como é de costume, todos os homens da cidade transaram com a cabra um por um. Foi inesquecível!
O jornalista lhe disse que o seu jornal dificilmente publicaria uma história assim e lhe pediu para contar outra, mais alegre.
O velho sorriu e disse:
— Um dia, a mulher do meu vizinho se perdeu na montanha. Como é a tradição, todos os homens da cidade se reuniram para tomar vodca e partiram a procura da mulher em questão. Como é de costume, quando finalmente a encontramos, todos os homens, da cidade transaram com a mulher do vizinho. Foi a maior diversão!
O jornalista não se deu por satisfeito e perguntou ao velho homem:
— Você não tem, então, uma história mais triste?
O velho homem baixou os olhos e começou:
— Um dia, eu me perdi na montanha...
O rebanho do mineirim estava doente, morrendo; ninguém conseguia curar. O veterinário da cooperativa de Guaxupé já tinha tentado todos os tratamentos possíveis. Aí ficou sabendo que havia um curandeiro nas redondezas, lá pros lados de Jacuí, que fazia umas rezas e benzeções e era a única pessoa que poderia salvar seu rebanho e o chamou.
O curandeiro disse que salvaria o gado do mineirim, mas que, para isso, teria que ficar trancado no quarto sozinho com a mulher dele — (uma morena gatíssima) — para fazer o ritual.
O caipira ficou meio preocupado, mas topou. Afinal, era a única maneira de salvar o seu gadinho...
O benzedor apanhou um pedaço de раu no quintal, foi para o quarto com a moça, apagou a luz e começou:
— Passo o раu nos joeio, pra curá os boi vermeio!
— Passo o раu nas coxa, pra curá as vаса mocha!
— Passo o раu na viría, pra curá as novía!
Nesse ponto, o mineirim, que estava ouvindo o ritual com o ouvido colado na porta, gritou depressa:
— As vаса preta e os boi zebú cê pode dêxá morrê!
Um minerinho de 15 anos de idade e seu pai entraram em um shopping pela primeira vez. Eles ficaram impressionados com quase tudo o que viram, mas especialmente por duas brilhantes paredes de prata que poderiam abrir e fechar. O menino perguntou:
— Ô que é isso, pai?
O pai, respondeu:
— Ô meu fi, nunca vi nada parecido com isso na minha vida, sei o que é não.
Enquanto os dois estavam assistindo com perplexidade, uma senhora idosa, chegou perto das portas e apertou um botão. As portas se abriram e a senhora passou entre elas e entrou em um quarto pequeno. As portas fecharam e o menino e seu pai observavam o pequeno número acima das portas acender sequencialmente. Eles continuaram a assistir, até que chegou o último número. E depois os números começaram voltar na ordem inversa. Finalmente, as portas se abriram novamente e uma linda loira de mais ou menos 24 anos, saiu do quartinho. O pai, sem tirar os olhos da moça, disse ao seu filho:
— Vái buscá sua mãe agora!