Piadas recentes

Tarde tranquila. A mãe a costurar e a cantar uma terna canção de Roberto Carlos. Aqui, acolá ela corta um pedaço de pano. Corta e costura. Ao lado está a pequerrucha Mariazinha, filha única e mimada, entretida com papel e lápis a desenhar figuras. O tempo passa e passa. A certa altura, a mãe pede a Mariazinha que lhe mostre os desenhos. Ela mostra os desenhos e a mãe toma um grande susto. Um susto tremendo. O que a mãe vê lhe causa uma terrível decepção, um verdadeiro choque. Os desenhos retratam claramente o famoso passaralho ou, para os mais sensíveis, um falo, o símbolo da virilidade: duas bolas e, saindo dentre elas, uma haste. A mãe não acredita no que vê. Como é que uma criancinha tão inocente começa, de repente, a desenhar essas coisas? Ela se controla o mais que pode e pergunta:
— Onde é que você viu isso, Mariazinha?
— Na sua mão, mãezinha.
— O quê??? O que você anda aprontando sua...
A mãe perde o controle. Mulher virtuosa e conhecedora de seu papel de mãe, ela não admite comportamentos indecentes. Desde cedo tem de impor respeito e dignidade à família. Aplica uma bem merecida surra na Mariazinha. Surra, castigo em pé no canto da parede, uma semana sem ver televisão e sem a mesada.
— Quando seu pai chegar você vai ter uma conversinha com ele.
Pobre Mariazinha! Ela chora, soluça desconsolada sem entender direito a gravidade de seus estranhos desenhos. A tarde passa devagar. E a Mariazinha em pé, já cansadinha, a coitada. E chorando aquele triste choro entrecortado de soluços. Como a tarde passa devagar.
Chega finalmente a noite e o pai volta do trabalho. A mãe vai falar com ele e diz para ele ter uma conversa muito séria com a filha. Já é tempo. Envergonhada, não mostra sequer os desenhos: o pai que pergunte à filha.
— O que é que você estava desenhando, Mariazinha? — pergunta o pai.
— A tesoura da mamãe...
Paulo entra no barzinho e encontra Mauricinho sentado no balcão todo sorridente.
— Mauricinho, por que você está contente desse jeito?
— Tenho que te contar tudo, cara. Ontem estava na praia encerando meu iate, só dando um trato, quando chegou uma menina linda e me falou:
— Me leva pra passear no teu iate?
— Claro que sim!
— E quando estávamos em alto mar, desliguei o motor e falei pra ela: Pode escolhe: transar comigo ou nadar até a praia. E a menina não sabia nadar! Ela não sabia nadar!
No dia seguinte Paulo volta ao mesmo barzinho e lá está Mauricinho, com um sorriso ainda maior que o da noite anterior.
— E hoje, por que você está tão contente, Mauricinho?
— Paulo, você não vai acreditar! Hoje pela manhã estava no cais acabando de encerar meu iate, quando chegou uma linda morena e me falou:
— Você pode me leva pra passear no teu iate?
— Mas é claro!
— Chegando em alto mar, desliguei o motor e falei: Você pode escolher: transar comigo ou volta nadando! E ela não sabia nadar Paulo, não sabia nadar!
Alguns dias depois Paulo entra outra vez no barzinho, Mauricinho está no balcão praticamente chorando sobre um uísque.
— O que houve Mauricinho? Por que está acabado desse jeito?
— Vou te contar Paulo, não dá para esconder. Ontem estava na praia encerando o iate, aí, aparece uma loira fenomenal, alta, bem alta, linda, corpão, sensual, sеxy, e... falou:
— Oi. Que tal se você me levar pra passear no teu iate?
— Meu amor, na hоrа que você quiser!
De novo, fomos para alto mar, desliguei o motor e, conforme de costume, falei: Querida, você escolhe: transa comigo ou vai ter que nadar até a praia!
— A loiraça tirou a parte de cima do biquíni. Paulo, ela tinha seios enormes! Perfeitos! Depois tirou pequena saia... depois tirou a calcinha do biquíni... E... Paulo... Paulo...
— Fala logo, Mauricinho!
— A loira era um cara! Paulo... Um homem grandão com um bilau enooorme, muito grande, Paulo!... E eu, Paulo... eu não sei nadar, Paulo! Não sei nadar!