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Naquela casa, toda vez que o sujeito chegava do trabalho acontecia um diálogo do tipo:
— Querido, entupiu a pia da cozinha! — a mulher reclamava.
— E eu tenho cara de encanador, por acaso? — respondia o homem e sentava na poltrona pra ler o jornal.
Ou:
— Amor, queimou a lâmpada do banheiro! — a mulher gritava.
— E eu tenho cara de eletricista, por acaso? — dizia o homem, enquanto assistia o jornal na televisão.
Ou ainda:
— Meu anjo, a parede da garagem está um nojo, precisa pintar! — a mulher berrava.
— E eu tenho cara de pintor, por acaso? — retrucava o marido e saía em seguida para tomar uma cervejinha na padaria.
Um dia, porém, o sujeito voltou em casa e encontrou tudo em ordem: a pia desentupida, a luz do banheiro funcionando perfeitamente e a parede da garagem pintada.
— O que aconteceu? — perguntou o sujeito perplexo.
— O vizinho novo veio, consertou tudo e como recompensa pediu ou uma маssа ou sеxо.
— E que tipo de маssа você fez pra ele?
— E eu tenho cara de cozinheira?
Era bem cedinho e o seu Benedito resolveu visitar o cumpade no sítio vizinho.
Quando chegou lá, viu que tudo estava muito em silêncio.
Chamou, mas ninguém respondeu. Seu Benedito resolveu entrar na casa, pois aporta estava só encostada.
Foi em silêncio até o quarto do cumpade, pra ver se estava tudo bem.
Passou pelo corredor e viu que a porta do banheiro estava entreaberta e o cabra na maior рunhета que estava até gemendo.
Resolveu sair quietinho da casa e esperar na varanda.
Quando o cumpadre saiu do banheiro, seu Benedito fingiu que estava chegando àquela hоrа ao sítio e foi logo dizendo:
— Ô cumpade, o mundo é cheio de concidência memo!
Tô chegando nessa hоrа, nem chamei ainda, e já dou de cara com ocê na porta?
— Mai o mundo é cheio de concidência memo, cumpade. Sabe que eu tava pensando nocê fais 5 minuto?
— Fala isso não, cumpade!
— Verdade, home!
— Pelamordi Deus! Fala isso não, cumpade...
Depois de uma festa, o cara leva a namorada de volta pra casa. Ela morava em uma rua bem tranqüila e ele teve uma idéia genial. Apoiou a mão no muro e pediu, com voz bem melosa:
— Amorzinho... só pra fechar a noite com chave de ouro, faz um boquete rapidinho!
— O quê? Na frente da minha casa? Você tá louco?
— Ah, lindinha... Tá todo mundo dormindo...
— E se algum vizinho estiver acordado?
— Ah, olha só, amor... Tá tudo escuro... Não tem ninguém na rua! Faz um boquete, faz... Não vamos perder essa oportunidade!
Ela já estava quase concordando quando de repente sua irmã aparece no portão, de pijama.
— Carolzinha! — diz a namorada, assustada — O que você está fazendo acordada?
— O papai falou pra eu pedir pra você fazer logo esse boquete ou, se você não quiser, para eu fazer, mas, por favor, pede pro seu namorado tirar a mão do interfone que a gente quer dormir!
Um jornalista estava no Cazaquistão para fazer reportagens para o seu jornal. Em um lugarejo distante, encontrou um velhote e lhe perguntou:
— Você poderia me contar um fato da sua vida que você jamais esqueceu?
O velho homem sorriu e começou a sua história:
— Um dia, há muitos tempo atrás, minha cabra se perdeu na montanha.
Como é a tradição, todos os homens da cidade se reuniram para tomar vodca e partiram a procura da cabra. Quando finalmente a encontramos, de madrugada, bebemos mais uma dose de vodca e, como é de costume, todos os homens da cidade transaram com a cabra um por um. Foi inesquecível!
O jornalista lhe disse que o seu jornal dificilmente publicaria uma história assim e lhe pediu para contar outra, mais alegre.
O velho sorriu e disse:
— Um dia, a mulher do meu vizinho se perdeu na montanha. Como é a tradição, todos os homens da cidade se reuniram para tomar vodca e partiram a procura da mulher em questão. Como é de costume, quando finalmente a encontramos, todos os homens, da cidade transaram com a mulher do vizinho. Foi a maior diversão!
O jornalista não se deu por satisfeito e perguntou ao velho homem:
— Você não tem, então, uma história mais triste?
O velho homem baixou os olhos e começou:
— Um dia, eu me perdi na montanha...
— A mulher está na cama com um amigo e de repente ouve o barulho da chave na fechadura.
— Fiса nervosa, principalmente, porque nos apartamentos modernos não há espaço debaixo da cama, estão a 20 andares de altura, não há armários... e, de repente, ela diz ao amante, — Querido, fiса tranquilo e faz tudo o que eu disser.
— Fiса ali de pé, como se fosse um robô, sem pestanejar.
O marido entra:
— Olá amorzinho! Olha, anteciparam o voo e eu cheguei um dia antes... mas... quem é esse tipo e que меrdа está fazendo aqui nu, aí plantado?
A mulher sorri e responde:
— Como você tem me abandonado com essas viagens e reuniões, resolvi comprar este robô escravo sеxuаl modelo ROTASEXY-2012. Venha, aproxime-se... toque-o... Tem pele de verdade; é arrefecido a água; gasta pouco, processador de 3 GHz, ligação 3G à Internet, atualizações automáticas, etc...
— Mas, amor... havia necessidade disso?
— E o que você queria? Que eu transasse com algum vizinho ou com o porteiro do prédio?
— Está bem, deixe de besteira e vamos para a cama — disse ele.
A mulher, que já estava cansada, responde:
— Ai, fofinho, é que... estou com dor de cabeça e além do mais, eu estou naqueles dias...
— Que saco! Então, porque não vai arranjar qualquer coisa para eu comer?
A mulher sai do quarto e vai para a cozinha. O marido, que ficou a sós com o suposto robô, olhando-o, diz:
— Se este invento é bom para a minha mulher, também vai servir para mim.
E então, puxa-o pelo braço, atira-o para cima da cama, coloca-o de quatro e, quando está a ponto de partir para os finalmente, o robô diz nervosamente e com a voz mais metálica e robótica que consegue:
— Erro! Erro de sistema, entrada incorreta! Erro! Erro de sistema, entrada incorreta.
O marido olha-o de alto a baixo, sobe as calças e diz:
— Que se lixe a меrdа do robô moderno. Vou atirá-lo agora mesmo pela janela...
O amante, assustado, ao lembrar dos 20 andares do prédio, grita com a mesma voz metálica:
— Sistema atualizado! Download de software completo! Por favor, tente novamente!
Certo dia toca o telefone do gaguinho às três da manhã e ele atende:
— A... A... A-lô!
— Fala, Gaguinho! Beleza?
— Be... be... be... belê... le-lezzzza! E vo-vo-vo-vo... c-cê?
— Deixa pra lá... É o seguinte! Tô ligando essa hоrа pra te pedir um favor.
— É que a mãe do Nélio, o teu vizinho do lado, faleceu... Queria que você fosse até a casa dele e desse a notícia. Você faz isso?
— Eu vo-vo-vo-vou te-te-tentar! — e desligou o telefone.
O Gaguinho ficou todo nervoso com a missão e foi tocar a campainha da casa do Nélio.
Depois de algumas tentativas ele atendeu, sonolento.
— O que foi, Gaguinho? O que você quer essa hоrа?
— É que eu te-te-te-te-tenho uma no-no-no-no-ti-ti-ti-ti-ciaa pra te-te-te-te...
— Fala logo, Gaguinho!
— Eu não co-co-co-co-consi-sigo, po-po-po-po-pô!
Vendo o nervosismo do Gaguinho somado com sua dificuldade natural de falar o Nélio resolveu facilitar as coisas:
— Faz o seguinte: dizem que gago não gagueja quando tá cantando, né? Então diz cantando!
— Ta-ta-ta-tá bom... É o se-se-se-se-guinte...
— Vai, Gaguinho!
— Olê-lê! Olá-lá! Sua mãe morreu, amanhã vão enterrar!
À noite, enquanto o marido lia o jornal, a esposa comentou:
— Os nossos vizinhos, o casal que mora aí em frente, parecem dois namorados. Ele, sempre que regressa a casa, tenho reparado, traz um presente e, de manhã, ao sair, lhe dá sempre vários beijos. Por que não fazes o mesmo?
— Querida, mas eu nem sequer conheço a mulher!