O compadre vendia leite e, ao entregá-lo, aproveitava para comer a comadre, que levantava cedo.
Um dia, o outro ficou doente e pediu à mulher que lhe fizesse uma chpoeirada, pois iria ficar deitado.
Nisso, o compadre, que era acostumado a chegar naquele horário e ir entrando direto para o quarto, com o "careca" na mão, dá de cara com o compadre. Ele não se apertou,chegou ao lado da cama e gritou:
— Tchê, tu me paga ou te mijo em cima!
Certo dia um gaúcho daqueles bem machões resolve fazer uma promessa que se melhorasse o seu estado de saúde, já que estava doente a meses iria até o Vaticano beijar a mão do Papa, até que um dia se achou curado e resolveu pagar a sua promessa, mas não tinha dinheiro algum e foi pedir carona, foi ao Porto e observou um navio e perguntou ao marujo:
— Para onde este navio está indo?
— Para Roma.-disse o marujo.
— Me dá uma carona?-disse o gaúcho -Meu amigo, aqui são 16 tripulantes, 16 homens ao mar sem nenhuma mulher, para viajar terá que dar um pouquinho.- disse o marujo.
— Espera aí eu sou gaúcho de Santo Angelo, terra de Getúlio Vargas e não vou dar não.- disse o gaúcho.
— Então paga ao menos um boquete para a tripulação.
— Sem outra opção, pois o gaúcho estava sem dinheiro e ninguém ali era conhecido resolveu ir pagando boquete para toda a tripulação.
Chegando em Roma foi até ao Vaticano beijou a mão do Papa, pagando a sua promessa e voltou rapidamente para tentar uma nova carona.
Chegando no porto encontrou o mesmo navio com a mesma tripulação e falou ao marujo:
— Posso voltar pagando boquete novamente?
— E o marujo respondeu:Para vir nos quebramos o seu galho mas para voltar só dando um pouquinho.
E o gaúcho meio sem opção voltou dando para todos.
Chegando na sua cidade encontrou a maior festa com direito a palanque e até o prefeito estava lá, até que perguntaram ao gaúcho como tinha sido a viagem e o gaúcho respondeu:
— Minha gente o ditado está errado, pois quando dizem "quem tem boca vai a Roma" é muito simples, mas se não tiver CÚ não volta para o Brasil.