Três homens a beira da morte perdidos no meio de um deserto se deparam com um enorme castelo. Depois de verem que não era miragem eles resolvem ir ate lá. Chegando perto perceberam que não é um castelo e sim um convento. Batem na porta, certos de estarem salvos. Uma pequena janela abre-se no meio da porta e uma freira aparece:
— Que é que os senhores querem? Aqui é um convento só de freiras e não é permitida a entrada de homens! - Mas freira, nos estamos a beira da morte perdidos no deserto sem água nem mantimentos. Se a senhora não nos deixar entrar é morte certa. Nós também somos filhos de Deus. - A freira pensou e disse:
— Aguarde um pouco que vou falar com a Madre Superiora. Depois de alguns minutos a freira volta. - A Madre permitiu que vocês entrem e fiquem ate se recuperarem. Mas tem uma condição: antes de entrar tem que cortar o pinto. - Foi aquele susto. Mas era morrer ou ficar sem pinto. Resolveram entrar. A freira então chamou o primeiro e levou pra dentro. Alguns minutos depois ouve-se um grito alto e prolongado:
— AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAIIIIIIIIIIIIIIII!!! A freira volta e chama o segundo. Alguns minutos depois ouve-se um grito alto mas desta vez bem curto: AI!!! Quando a freira volta, o terceiro cara pede explicação sobre os gritos. A freira explica:
— É que o pinto esta sendo cortado de acordo com a profissão de cada um. O primeiro é torneiro mecânico, o pinto foi cortado aos poucos, arrodeando com a faca. O segundo é açogueiro, o pinto foi cortado com um golpe rápido. Nisso o cara começa a rir sem parar, chegando até a rolar no chão. Ai a freira pergunta:
— Enlouqueceu meu senhor? Estais ai a beira da morte, prestes a ter o pinto cortado e ainda fiса rindo desse jeito? ao que o cara responde:
— É que sou vendedor de picolé!! Vocês vão ter que сhuраr até ele desaparecer!!!
Madre Angélica era muito querida e admirada na região. Desde muitos anos, cumpria uma rotina diária de visitas as famílias pobres da periferia da cidade, levando não só o conforto espiritual, mas também roupas, remédios, utensílios novos ou usados. Madre Angélica nunca tinha um tostão no bolso, tudo que distribuía era proveniente de doações que conseguia das classes mais abastadas, a custa de muita conversa. Uma das doações mais significativas que recebera foi uma pick-up velha, presente de um fazendeiro para substituir a velha carroça puxada a вurrо que a freira usava. Certo dia, Madre Angélica dirigia-se para um bairro afastado com a pick-up abarrotada de material para distribuição quando acabou a gasolina. Felizmente ela estava na estrada principal da região e acabava de passar por um posto. Certa de que conseguiria uma doação de alguns litros de gasolina, procurou entra as tralhas que carregava algum recipiente em que pudesse recolher o combustível. Matreira, não queria utilizar uma garrafa para não limitar a doação a um litro e acabou achando um pinico velho onde, pelos seus cálculos, caberiam uns cinco litros. Quinze minutos a pé para ir até o posto, uma conversa piedosa com o dono do posto a quem deu uma medalhinha como sinal de gratidão, quinze minutos para voltar a pick-up e o problema estava quase resolvido. Madre Angélica abriu a tampa do tanque de combustível e estava iniciando o abastecimento quando aquele enorme caminhão parou uns dez metros atras da pick-up. O motorista, novo naquelas paragens, permaneceu na cabine e ficou observando a freira derramar o conteúdo do pinico no tanque. Acabado o abastecimento, Madre Angélica entrou na pick-up, deu partida e seguiu em frente. O motorista, atônito, comentou com seu ajudante:
— Vai ter fé assim na pu*a que pariu!!!